Limpeza para ampliar a produtividade em armazéns e centros de distribuição

Você já parou para pensar que praticamente todos os produtos que compramos chegaram até as lojas e supermercados por meio de um Centro de Distribuição (ou CD para os íntimos do meio logístico)? Em um país de proporções continentais como o Brasil, é fundamental contar com estes espaços para armazena- mento e distribuição de mercadorias, para que o fluxo de produtos seja organizado e chegue aos quatro cantos do país.

As operações nos CDs ou armazéns acontecem em etapas e de forma sistematizada. O processo se inicia com o recebimento: as mercadorias chegam geralmente em caminhões, de diferentes fornecedores, em grandes quantidades. A movimentação e armazenagem são os próximos passos: estoquistas utilizam empilhadeiras e paleteiras, e acomodam as mercadorias em prateleiras e armários que podem chegar a 15 metros de altura. Então vem a distribuição: o deslocamento da mercadoria para novos caminhões, que entregarão aos clientes as quantidades solicitadas. Via de regra, os CDs são armazéns gigantescos (de cinco a 200 mil m²), com movimentação constante, e funcionamento 24 horas, durante os sete dias da semana. Como fazer a limpeza em um local com esta dinâmica? Aqui entram a tecnologia e expertise da Limpeza Profissional.

Primeiramente, a higienização deve ser feita de forma concomitante e não pode atrapalhar a atividade frenética das empilhadeiras e estoquistas. Além disso, muitos destes locais armazenam alimentos, o que torna a limpeza uma questão de saúde para a conservação das mercadorias. “Trabalhamos em sintonia com a operação do cliente”, explica Guilherme Salla , administrador de uma limpadora especializada em Centros de Distribuição. “Precisamos sempre nos adequar aos horários e rotinas do CD, pois a prioridade de operação é sempre do cliente. Desta forma, aproveitamos os entre turnos da equipe logística e também priorizamos áreas que não estão sendo utilizadas”.

Porém, ele explica que, por vezes, os corredores principais e acessos de grande fluxo dificilmente podem ser interditados para realizar a limpeza. “Em muitas situações, nossos equipamentos trabalham de forma simultânea com empilhadeiras, carros e movimentação de cargas”. O planejamento da limpeza no dia a dia de um CD deve levar em conta tanto a rotina da equipe, como a característica de cada produto, para fazer a escolha mais correta de métodos e equipamentos. “Considerando, por exemplo, a parte interna de um Centro de Distribuição com 20 mil m², que precisa ser lavado diariamente, se uma empresa utiliza enceradeiras para realizar a limpeza e lavagem de toda a área, serão necessários 14 equipamentos conectados à tomada durante oito horas por dia.

O volume de água gasto neste processo é no mínimo dez vezes maior do que com uma lavadora de piso”, analisa o diretor de uma fabricante de máquinas, Sacha Haim . No caso do exemplo citado, uma lavadora automática gastaria em torno de 500 litros de água, contra mais de cinco mil litros utilizados por enceradeiras. Desta forma, a escolha do equipamento correto pode acarretar uma economia anual de aproximadamente de 1,5 milhão de litros de água. Além disso, um CD limpo reduz ou evita o retrabalho da limpeza dos produtos estocados.

Por onde começar?

 

Existe uma grande variação entre a frequência de limpeza em um armazém, de acordo com a mercadoria estocada. Afinal, eletrônicos, roupas, móveis, alimentos perecíveis e não perecíveis e medicamentos não podem ser tratados de forma igual.

Ambientes refrigerados, de armazenagem de matéria-prima e alimentos necessitam de uma maior atenção durante a higienização e geralmente possuem equipes fixas que trabalham 24 horas durante os sete dias da semana, para que a qualidade do produto não seja impactada por agentes externos. Já mercadorias não perecíveis têm outro tipo de cuidado, não menos importante que os demais, mas devem ser limpos diariamente, para que o pó e as sujidades do ambiente não deteriorem o material.

Como a limpeza é realizada de cima para baixo nesses galpões, para a parte de cima das prateleiras e armários são utilizados andaimes, cadeiras suspensas ou mesmo aspiradores de pó profissionais, todos operados utilizando os devidos equipamentos de proteção individual (EPIs). Produtos químicos com alto índice de diluição são os preferidos nesses ambientes, pois conseguem limpar sem deteriorar as mercadorias.

Para os diferentes pisos dos CDs, são analisadas as melhores alternativas de limpeza, como explica Guilherme Salla: “Para a parte interna, dependendo do tipo de material armazenado, analisamos o nível de sujidade e indicamos o equipamento que trará uma produtividade mais interessante ao contratante. Em alguns casos é possível utilizar a varredeira em conjunto com a lavadora automática de piso, o que deixa o processo praticamente todo automatizado”. A prioridade da limpeza sempre são os corredores principais de acesso, banheiros dos colaboradores e também as áreas de doca, onde há alto grau de sujidade devido à presença de caminhões que carregam e descarregam produtos.

Em alguns casos, as empresas optam por condo- mínios logísticos, onde a área comum é responsabilidade de uma administradora. De qualquer forma, a utilização de varredeiras, tanto elétricas quanto a combustível são ótimas opções para o controle de poeira e sujidade deixadas pelos caminhões.

O GPA, empresa líder no varejo brasileiro e detentor das marcas Extra, Pão de Açúcar e Assaí, presente em 21 estados brasileiros, é um dos que opta pela terceirização dos serviços de limpeza em seus armazéns e CDs. Para manter a produtividade desses locais em pleno funcionamento, o gerente de Serviços Compartilhados do GPA, Agnaldo Ribeiro, garante que a excelência na limpeza diária é um item fundamental na escolha do fornecedor. “Nosso processo de limpeza é rigoroso, porque temos grande fluxo de pessoas e, em diversos locais, os produtos estocados são alimentos. Isso torna ainda mais imperiosa a necessidade de critério e controle no processo de limpeza”.

Para manter a alta produtividade e não interferir na operação dos CDs, alguns pontos essenciais são observados: rotina de tarefas, procedimentos de controle e verificação, maquinários e articulação entre o prestador de serviços e a gestão dos armazéns. “Temos diversos Centros de Distribuição e, em alguns, a operação é ininterrupta. A rotina não pode ser com- prometida, tampouco interrompida para a limpeza. O procedimento deve permitir o acesso aos ambientes e respeitar horários pré-estabelecidos, como copas e sanitários”, afirma Agnaldo.

Avaliação constante

Por fim, também é imprescindível estabelecer uma rotina de avaliação para medir o grau de qualidade da limpeza nestes locais e fazer a limpeza sempre da mesma forma, para facilitar a comparação de resultados. “Mensalmente, enviamos uma avaliação aos gestores de todos os CDs para capturar a percepção de qualidade e a satisfação quanto aos serviços de limpeza executados. Com as devolutivas, analisamos os resultados e atuamos junto aos terceirizados sobre os pontos de melhoria”, observa Agnaldo. “Na equipe de Faciliteis, temos a equipe estratégica, que acompanha o nível dos serviços e trabalha junto aos prestadores, e a coordenação operacional, que conta com uma supervisora dedicada ao acompanhamento dos serviços de terceiros. Realizamos visitas periódicas e reuniões estruturadas com os gestores dos CDs”, conclui o gerente de Serviços Compartilhados.